Veredas convida: o Congo (RDC) hoje

O Grupo Veredas – psicanálise e imigração‘ realizou no dia 16 de março de 2017 o primeiro encontro de seu ciclo de formação.
Começando o ano de 2017, decidimos tornar pública nossa atividade de formação interna sobre temáticas de imigração, refúgio e psicanálise.

Nossa primeira atividade: ‘O Congo (RDC) hoje’ contou com a presença de Christo Kamanda (jornalista e militante congolês) e Hortense Mbuyi(advogada e militante congolesa) para discutir aspectos geopolíticos e sociais da República Democrática do Congo atualmente.

O Al Janiah, importante espaço de luta, nos cedeu o espaço para realizarmos esse encontro.

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Quinta entrevista da série PSICANÁLISE E POLÍTICA

Renata Cromberg mostra, através de sua própria história, como a psicanálise não pode ser entendida fora do campo da politica. Falando sobre a pioneira Sabina Spielrein, aponta um fazer político do feminino, tece crítica à cultura do estupro e desconstrói a polarização esquerda e direita.

Entrevistadora: Lúcia Paiva

Renata Udler Cromberg é psicanalista, formada em filosofia e psicologia pela Universidade de São Paulo, com formação em psicanálise realizada pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, onde foi também professora e fez parte do Conselho Editorial da Revista Percurso e do Colegiado de Admissão de novos membros. Além do consultório particular, onde exerce sua clínica e dá supervisões clínicas e institucionais, é orientadora de grupos de estudos em psicanálise e supervisora clínica do Centro de Referência e Treinamento para DST/AIDS de São Paulo. Elaborou e realizou pesquisa sobre psicanálise e violência sexual através da Fundação Carlos Chagas e Fundação FORD. Foi supervisora clínica e institucional do Centro de Abuso Sexual da Faculdade de Medicina da USP, da Casa Elisabeth Lobo e da Casa Eliane de Gramont, que atendem mulheres vítimas da violência em Diadema e São Paulo. Participou dos seis cursos semestrais de capacitação para o atendimento a mulheres em situação de violência promovidos pelo departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e pela ONG Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. Autora dos livros Paranóia e Cena Incestuosa para a coleção Clínica Psicanalítica, escreveu vários ensaios, artigos e resenhas para livros, revistas e jornais. Dentre eles destacam-se: Tornar-se autora, para o livro Psicanálise, cinema e estéticas de subjetivação e Un corps que tombe un corps que se réléve, para o livro Féminilité autrement.

 

Canal – Mexeu com os Secundas, Mexeu Comigo

As ocupações das escolas pelos secundaristas evidenciaram tanto a violência e truculência do Estado através da polícia, como uma violência muito mais sutil: a violência cotidiana que patologiza e criminaliza os estudantes, produzindo sofrimento psíquico, fracasso e evasão escolar,e que dá suposta legitimidade à ação policial que persegue, bate e encarcera. Nós, profissionais da educação e da psicologia, criamos este canal para mostrar que a luta dos estudantes por uma educação pública, laica, gratuita, questionadora e de qualidade é também nossa. Deixe seu recado!

 

 

Psicanálise e política: as escritas do ódio

V Colóquio Internacional Escrita e Psicanálise | III Colóquio Psicanálise e Sociedade: clínica, cultura e política.


Segunda-feira | 28 de novembro de 2016


Abertura: 8h | Direção do Instituto de Psicologia e Coordenação da Pós-graduação e Graduação em Psicologia Clínica do IP-USP

8h30 – 10h30 | Ana Costa (UERJ) – A propósito da posição cínica | Miriam Debieux Rosa (PSOPOL/USP/PUC-SP) – Licença para odiar: uma questão para a psicanálise e política

10h30 – 12h | Heloisa Caldas (UERJ) – Sobre sexismo e racismo | Paulo Endo (USP) – Enunciar o político | Coordenação: Sandra Alencar (PSOPOL/USP)

14h – 16h | Eduardo Leal (UFS) – Ódio e identidade Ivan Estevão (USP, PSOPOL/USP) – Responsabilidade e indignação: entre Weber e a psicanálise | Coordenação: Rodrigo Alencar (PSOPOL/USP)

16h – 18h | Doris Rinaldi (UERJ) – Ódio, paixão contemporânea | Marta Cerruti (PSOPOL/USP; Sedes) – Errâncias racionais: o rap inscrevendo as margens no circuito da cidade | Coordenação: Aline de Souza (PSOPOL/USP)


Terça-feira | 29 de novembro de 2016

8h – 10h | Eric Bidaud (Universidade Paris 13) – Haine de l’écriture et écriture de la haine Emília Broide (PSOPOL/USP, doutoranda) – O que é o ódio? De onde ele vem? | Esteban Adiszcz (Chile) – Maldecir el padre… maldecir la lengua | Coordenação: Carolina Bertol (PSOPOL/USP) | Tradução: Liana Driga (PSOPOL/PUC-SP)

10h – 12h | Luciano Elia (UERJ) –A letra e o ódio Vladimir Safatle (USP) – O indivíduo como internalização do medo: uma teoria das regressões políticas em democracias liberais | Sergio Prudente (PSOPOL/USP; pós-doc) – As fraternidades de corpo e seus afetos | Ana Luiza Andrade (UFSC) – A pele da escrita: o grito abafado do exílio e da impotência | Coordenação: Tiago Sanches (PSOPOL/USP) e Pedro Seincman (PSOPOL/PUC-SP)

14h – 16h | Daniel Coelho (UFS) – A cultura da paz | Jorge Broide (PUC-SP) – A psicanálise nas situações sociais críticas: o trabalho clinico junto às populações afetadas pela violência do Estado | Oscar Cesaroto (PUC-SP) – Sobre a pulsão de domínio | Coordenação: Diego Penha (PSOPOL/PUC-SP) e Mariana Belluzzi Ferreira (PSOPOL/PUC-SP)

16h – 18h | Ana Musatti (PSOPOL/USP) – Racismo e sexismo: sobre os desafios para tornar-se uma mulher negra | Ilana Mountian (USP/CAPES pós-doc; PSOPOL/USP) – Ódios no contemporâneo: (in)visibilidades da xenofobia, racismo e sexismo | Rita Manso de Barros (UERJ) – Ódio ao feminino | Coordenação: Priscilla Santos (PSOPOL/USP)

Quarta-feira | 30 de novembro de 2016


8h – 10h | Adela Stoppel de Gueller (SEDES) – Respostas coletivas às intrusões no erotismo | Patricia Ferreira-Lemos (PSOPOL/USP – pós-doc) – Da promessa de emancipação à disseminação do ódio: redes sociais e política | Caterina Koltai (SP) – Ódio da política, políticas do ódio | Coordenação: Gabriel Bartolomeu (PSOPOL/USP)

10h – 12h | João Angelo Fantini (UFSCAR) – Raízes da Intolerância: o que o outro tem de tão especial? | Pablo Castanho (USP) – A hipótese de um ‘vínculo de libertação’ como destino sublimatório da pulsão de domínio | Hakima Megherbi (Université de Paris 13) – Comprehension de l’écrit: le rôle du langage oral au cours du devéloppement | Coordenação: Marta Okamoto (PSOPOL/PUC-SP) | Tradução: Ana Gebrin (PSOPOL/USP) e Camila Issa(Diderot Paris VII; PSOPOL/USP)

14h – 17h | Diálogos sobre a vontade de potência: resgate de um projeto de Otto Gross com Franz Kafka | Moderador: Marcelo Checchia (doutor pelo IPUSP) | Arthur Bueno (Pós-doc Universidade de Erfurt e pesquisador Cebrap) – Economia monetária, economia psíquica: Simmel e Freud | Christian Dunker (IP-USP) – O problema da potência em Freud Jean Tible (Ciência Política-USP) – Clastres e nós | José Palumbo (USP doutorando) – Sobre o único e sua propriedade | Ricardo Musse (Sociologia- USP) – Sobre o conceito de dominação em Marx.

ORGANIZAÇÃO DO EVENTO:

Rede de Pesquisa Escrita e Psicanálise – UERJ | Laboratório Psicanálise e Sociedade – PSOPOL/USP | Núcleo de Pesquisa Psicanálise e Política – PSOPOL/PUC-SP

Local: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo – Auditório Carolina Bori, Bloco G

Coordenação Geral e Comissão científica: Ana Medeiros da Costa (coord.) / Doris Rinaldi (coord.) / Emília Broide / Miriam Debieux Rosa (coord.) /Marta Cerruti / Sandra Alencar / Sergio Prudente.

Comissão Executiva: Ana Gebrin / Aline Souza / Camila Issa / Carolina Bertol / Diego Penha / Gabriel Bartolomeu / Liana Driga / Pedro Seincman / Mariana Belluzzi Ferreira / Marta Okamoto / Priscilla Santos / Tiago Sanches.

Psicanálise em situações de exclusão e vulnerabilidade social

Miriam Debieux (IP-USP) em 20/10/16 – “Psicanálise em situações de exclusão e vulnerabilidade social”.

Psicanálise em Situação de Vulnerabilidade Social O Caso Belo Monte – organizado por Ilana Katz Zagury e Christian Ingo Lenz Dunker

Objetivos:
Construir um modelo de intervenção clínica, baseado na escuta e testemunho de sujeitos em situação de vulnerabilidade social. Investigar o conceito de vulnerabilidade social e sua possível aplicação à psicanálise. Examinar as condições de exequibilidade da escuta do sofrimento em sua relação com práticas de testemunho e narração da experiência. Formular operadores clínicos e éticos necessários para uma prática de cuidado especificamente orientada para um caso modelo: a população ribeirinha atingida pela construção da UHE Belo Monte no Rio Xingu, na região de Altamira, no estado do Pará.

Programa:

22/09: “Belo Monte: a anatomia da obra e a produção de refugiados de seu próprio país”
Eliane Brum
29/09: “Altamira é o centro do mundo”
Marcelo Salazar (Instituto Socioambiental)
06/10: “Sofrimento e cuidado em situação de extrema vulnerabilidade: experiências sem fronteiras”
Debora Noal e Ana Cecilia Weinturb (Médicos Sem Fronteiras)
13/10: “Clínica de Cuidado: um modelo de atenção em construção”
Christian Dunker e Ilana Katz (IP-USP)
20/10: “Psicanálise em situações de exclusão e vulnerabilidade social”
Miriam Debieux (IP-USP)
27/10: “Viver e Sobreviver no Xingu”
Antonia Melo (Movimento Xingu Vivo para Sempre)
03/11: “Psicanálise e Saúde Pública + Experiência em Altamira”
Maria Livia Tourinho (IP-USP)
André Nader e Cássia Gimenes Pereira (Clínica de Cuidado)

Vídeo Ciclo de debate “Escritos 50 anos” – Transmissão

Vídeo Ciclo de debate “Escritos 50 anos” – Transmissão

Segundo encontro do ciclo de debates ‘Escritos Hoje’. Todos convidados!

No segundo encontro, teremos como objeto a questão da transmissão em psicanálise, partindo de uma constatação central na clínica: de que ‘o dizer excede o dito’. Tratar a atualidade dessa obra implica em revisitar não somente os textos que tratam dessa questão diretamente, mas também uma intenção que atravessa a própria escrita e a publicação dessa coletânea, que a todo momento tensiona a distância entre o estabelecido e o que não se deixa estabelecer.

Comemorando os 50 anos da publicação dos Escritos, a Lacuna: uma revista de psicanálise organiza um ciclo de debates sobre a atualidade da obra.

Jacques Lacan sublinha, já na abertura da coletânea, que seu estilo é marcado pelo endereçamento: o leitor faz o texto ao colocar algo de si para alguém.

Assim, a ideia é discutir questões ditas contemporâneas à luz dos Escritos, não para iluminá-las com um suposto saber, mas na aposta de desdobramentos em leituras, escritas e retornos. Outras, novas, necessários.

A mesa foi composta por:

– Ana Costa
– Paula Pires
– Rinaldo Vontolini

e coordenada por

– Paulo Beer.