Psicanálise e Relações Étnico-raciais

Evento realizado em 4 de outubro de 2017 das 14 h às 17 h, pelo Laboratório Psicanálise e Sociedade do Depto de Psicologia Clínica – IPUSP e Laboratório de Psicanálise da UNIFESP Campus Baixada Santista.

Abertura: Ana Paula Musatti Braga – psicanalista, pós-doutoranda do Departamento de Psicologia Clínica do IPUSP e membro do Laboratório Psicanálise e Sociedade do IPUSP.

Com:
Marcio Farias, psicólogo, membro do Instituto AMMA – Psiquê e Negritude, doutorando em Psicologia Social na PUC – SP e trabalhador do Museu Afro Brasil.

Cristiane Curi Abud –psicanalista, coordenadora do Programa de Assistência e Estudos de Somatização (Paes) e membro do Depto de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.

Maria Lúcia da Silva – psicóloga e psicanalista, diretora-presidente do Instituto AMMA – Psiquê e Negritude, coordenadora geral da Articulação Nacional de Psicólogas (os) Negras (os) e Pesquisadoras (es) e empreendedora social da Ashoka.

Debatedora: Priscilla Santos – psicóloga e psicanalista, doutoranda do Departamento de Psicologia Clínica do IPUSP, membro do Laboratório Psicanálise e Sociedade do IPUSP.

Organização: Profa. Miriam Debieux Rosa, Profa. Jaquelina Imbrizi, Ana Paula Musatti Braga, Priscilla Santos e Paula Pereira.

Veredas convida: o Congo (RDC) hoje

O Grupo Veredas – psicanálise e imigração‘ realizou no dia 16 de março de 2017 o primeiro encontro de seu ciclo de formação.
Começando o ano de 2017, decidimos tornar pública nossa atividade de formação interna sobre temáticas de imigração, refúgio e psicanálise.

Nossa primeira atividade: ‘O Congo (RDC) hoje’ contou com a presença de Christo Kamanda (jornalista e militante congolês) e Hortense Mbuyi(advogada e militante congolesa) para discutir aspectos geopolíticos e sociais da República Democrática do Congo atualmente.

O Al Janiah, importante espaço de luta, nos cedeu o espaço para realizarmos esse encontro.

Quinta entrevista da série PSICANÁLISE E POLÍTICA

Renata Cromberg mostra, através de sua própria história, como a psicanálise não pode ser entendida fora do campo da politica. Falando sobre a pioneira Sabina Spielrein, aponta um fazer político do feminino, tece crítica à cultura do estupro e desconstrói a polarização esquerda e direita.

Entrevistadora: Lúcia Paiva

Renata Udler Cromberg é psicanalista, formada em filosofia e psicologia pela Universidade de São Paulo, com formação em psicanálise realizada pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, onde foi também professora e fez parte do Conselho Editorial da Revista Percurso e do Colegiado de Admissão de novos membros. Além do consultório particular, onde exerce sua clínica e dá supervisões clínicas e institucionais, é orientadora de grupos de estudos em psicanálise e supervisora clínica do Centro de Referência e Treinamento para DST/AIDS de São Paulo. Elaborou e realizou pesquisa sobre psicanálise e violência sexual através da Fundação Carlos Chagas e Fundação FORD. Foi supervisora clínica e institucional do Centro de Abuso Sexual da Faculdade de Medicina da USP, da Casa Elisabeth Lobo e da Casa Eliane de Gramont, que atendem mulheres vítimas da violência em Diadema e São Paulo. Participou dos seis cursos semestrais de capacitação para o atendimento a mulheres em situação de violência promovidos pelo departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e pela ONG Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. Autora dos livros Paranóia e Cena Incestuosa para a coleção Clínica Psicanalítica, escreveu vários ensaios, artigos e resenhas para livros, revistas e jornais. Dentre eles destacam-se: Tornar-se autora, para o livro Psicanálise, cinema e estéticas de subjetivação e Un corps que tombe un corps que se réléve, para o livro Féminilité autrement.

 

Canal – Mexeu com os Secundas, Mexeu Comigo

As ocupações das escolas pelos secundaristas evidenciaram tanto a violência e truculência do Estado através da polícia, como uma violência muito mais sutil: a violência cotidiana que patologiza e criminaliza os estudantes, produzindo sofrimento psíquico, fracasso e evasão escolar,e que dá suposta legitimidade à ação policial que persegue, bate e encarcera. Nós, profissionais da educação e da psicologia, criamos este canal para mostrar que a luta dos estudantes por uma educação pública, laica, gratuita, questionadora e de qualidade é também nossa. Deixe seu recado!

 

 

Psicanálise e política: as escritas do ódio

V Colóquio Internacional Escrita e Psicanálise | III Colóquio Psicanálise e Sociedade: clínica, cultura e política.


Segunda-feira | 28 de novembro de 2016


Abertura: 8h | Direção do Instituto de Psicologia e Coordenação da Pós-graduação e Graduação em Psicologia Clínica do IP-USP

8h30 – 10h30 | Ana Costa (UERJ) – A propósito da posição cínica | Miriam Debieux Rosa (PSOPOL/USP/PUC-SP) – Licença para odiar: uma questão para a psicanálise e política

10h30 – 12h | Heloisa Caldas (UERJ) – Sobre sexismo e racismo | Paulo Endo (USP) – Enunciar o político | Coordenação: Sandra Alencar (PSOPOL/USP)

14h – 16h | Eduardo Leal (UFS) – Ódio e identidade Ivan Estevão (USP, PSOPOL/USP) – Responsabilidade e indignação: entre Weber e a psicanálise | Coordenação: Rodrigo Alencar (PSOPOL/USP)

16h – 18h | Doris Rinaldi (UERJ) – Ódio, paixão contemporânea | Marta Cerruti (PSOPOL/USP; Sedes) – Errâncias racionais: o rap inscrevendo as margens no circuito da cidade | Coordenação: Aline de Souza (PSOPOL/USP)


Terça-feira | 29 de novembro de 2016

8h – 10h | Eric Bidaud (Universidade Paris 13) – Haine de l’écriture et écriture de la haine Emília Broide (PSOPOL/USP, doutoranda) – O que é o ódio? De onde ele vem? | Esteban Adiszcz (Chile) – Maldecir el padre… maldecir la lengua | Coordenação: Carolina Bertol (PSOPOL/USP) | Tradução: Liana Driga (PSOPOL/PUC-SP)

10h – 12h | Luciano Elia (UERJ) –A letra e o ódio Vladimir Safatle (USP) – O indivíduo como internalização do medo: uma teoria das regressões políticas em democracias liberais | Sergio Prudente (PSOPOL/USP; pós-doc) – As fraternidades de corpo e seus afetos | Ana Luiza Andrade (UFSC) – A pele da escrita: o grito abafado do exílio e da impotência | Coordenação: Tiago Sanches (PSOPOL/USP) e Pedro Seincman (PSOPOL/PUC-SP)

14h – 16h | Daniel Coelho (UFS) – A cultura da paz | Jorge Broide (PUC-SP) – A psicanálise nas situações sociais críticas: o trabalho clinico junto às populações afetadas pela violência do Estado | Oscar Cesaroto (PUC-SP) – Sobre a pulsão de domínio | Coordenação: Diego Penha (PSOPOL/PUC-SP) e Mariana Belluzzi Ferreira (PSOPOL/PUC-SP)

16h – 18h | Ana Musatti (PSOPOL/USP) – Racismo e sexismo: sobre os desafios para tornar-se uma mulher negra | Ilana Mountian (USP/CAPES pós-doc; PSOPOL/USP) – Ódios no contemporâneo: (in)visibilidades da xenofobia, racismo e sexismo | Rita Manso de Barros (UERJ) – Ódio ao feminino | Coordenação: Priscilla Santos (PSOPOL/USP)

Quarta-feira | 30 de novembro de 2016


8h – 10h | Adela Stoppel de Gueller (SEDES) – Respostas coletivas às intrusões no erotismo | Patricia Ferreira-Lemos (PSOPOL/USP – pós-doc) – Da promessa de emancipação à disseminação do ódio: redes sociais e política | Caterina Koltai (SP) – Ódio da política, políticas do ódio | Coordenação: Gabriel Bartolomeu (PSOPOL/USP)

10h – 12h | João Angelo Fantini (UFSCAR) – Raízes da Intolerância: o que o outro tem de tão especial? | Pablo Castanho (USP) – A hipótese de um ‘vínculo de libertação’ como destino sublimatório da pulsão de domínio | Hakima Megherbi (Université de Paris 13) – Comprehension de l’écrit: le rôle du langage oral au cours du devéloppement | Coordenação: Marta Okamoto (PSOPOL/PUC-SP) | Tradução: Ana Gebrin (PSOPOL/USP) e Camila Issa(Diderot Paris VII; PSOPOL/USP)

14h – 17h | Diálogos sobre a vontade de potência: resgate de um projeto de Otto Gross com Franz Kafka | Moderador: Marcelo Checchia (doutor pelo IPUSP) | Arthur Bueno (Pós-doc Universidade de Erfurt e pesquisador Cebrap) – Economia monetária, economia psíquica: Simmel e Freud | Christian Dunker (IP-USP) – O problema da potência em Freud Jean Tible (Ciência Política-USP) – Clastres e nós | José Palumbo (USP doutorando) – Sobre o único e sua propriedade | Ricardo Musse (Sociologia- USP) – Sobre o conceito de dominação em Marx.

ORGANIZAÇÃO DO EVENTO:

Rede de Pesquisa Escrita e Psicanálise – UERJ | Laboratório Psicanálise e Sociedade – PSOPOL/USP | Núcleo de Pesquisa Psicanálise e Política – PSOPOL/PUC-SP

Local: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo – Auditório Carolina Bori, Bloco G

Coordenação Geral e Comissão científica: Ana Medeiros da Costa (coord.) / Doris Rinaldi (coord.) / Emília Broide / Miriam Debieux Rosa (coord.) /Marta Cerruti / Sandra Alencar / Sergio Prudente.

Comissão Executiva: Ana Gebrin / Aline Souza / Camila Issa / Carolina Bertol / Diego Penha / Gabriel Bartolomeu / Liana Driga / Pedro Seincman / Mariana Belluzzi Ferreira / Marta Okamoto / Priscilla Santos / Tiago Sanches.

Psicanálise em situações de exclusão e vulnerabilidade social

Miriam Debieux (IP-USP) em 20/10/16 – “Psicanálise em situações de exclusão e vulnerabilidade social”.

Psicanálise em Situação de Vulnerabilidade Social O Caso Belo Monte – organizado por Ilana Katz Zagury e Christian Ingo Lenz Dunker

Objetivos:
Construir um modelo de intervenção clínica, baseado na escuta e testemunho de sujeitos em situação de vulnerabilidade social. Investigar o conceito de vulnerabilidade social e sua possível aplicação à psicanálise. Examinar as condições de exequibilidade da escuta do sofrimento em sua relação com práticas de testemunho e narração da experiência. Formular operadores clínicos e éticos necessários para uma prática de cuidado especificamente orientada para um caso modelo: a população ribeirinha atingida pela construção da UHE Belo Monte no Rio Xingu, na região de Altamira, no estado do Pará.

Programa:

22/09: “Belo Monte: a anatomia da obra e a produção de refugiados de seu próprio país”
Eliane Brum
29/09: “Altamira é o centro do mundo”
Marcelo Salazar (Instituto Socioambiental)
06/10: “Sofrimento e cuidado em situação de extrema vulnerabilidade: experiências sem fronteiras”
Debora Noal e Ana Cecilia Weinturb (Médicos Sem Fronteiras)
13/10: “Clínica de Cuidado: um modelo de atenção em construção”
Christian Dunker e Ilana Katz (IP-USP)
20/10: “Psicanálise em situações de exclusão e vulnerabilidade social”
Miriam Debieux (IP-USP)
27/10: “Viver e Sobreviver no Xingu”
Antonia Melo (Movimento Xingu Vivo para Sempre)
03/11: “Psicanálise e Saúde Pública + Experiência em Altamira”
Maria Livia Tourinho (IP-USP)
André Nader e Cássia Gimenes Pereira (Clínica de Cuidado)

Vídeo Ciclo de debate “Escritos 50 anos” – Transmissão

Vídeo Ciclo de debate “Escritos 50 anos” – Transmissão

Segundo encontro do ciclo de debates ‘Escritos Hoje’. Todos convidados!

No segundo encontro, teremos como objeto a questão da transmissão em psicanálise, partindo de uma constatação central na clínica: de que ‘o dizer excede o dito’. Tratar a atualidade dessa obra implica em revisitar não somente os textos que tratam dessa questão diretamente, mas também uma intenção que atravessa a própria escrita e a publicação dessa coletânea, que a todo momento tensiona a distância entre o estabelecido e o que não se deixa estabelecer.

Comemorando os 50 anos da publicação dos Escritos, a Lacuna: uma revista de psicanálise organiza um ciclo de debates sobre a atualidade da obra.

Jacques Lacan sublinha, já na abertura da coletânea, que seu estilo é marcado pelo endereçamento: o leitor faz o texto ao colocar algo de si para alguém.

Assim, a ideia é discutir questões ditas contemporâneas à luz dos Escritos, não para iluminá-las com um suposto saber, mas na aposta de desdobramentos em leituras, escritas e retornos. Outras, novas, necessários.

A mesa foi composta por:

– Ana Costa
– Paula Pires
– Rinaldo Vontolini

e coordenada por

– Paulo Beer.

 

Ciclo de debate “Escritos 50 anos” – Lugar de Fala

Vídeo Ciclo de debate “Escritos 50 anos” – Lugar de Fala

Beatriz Santos (Paris 7)
“Para um outro, como outra, por um outro: uma reflexão sobre a interlocução e o lugar de fala a partir dos Escritos.”

Léa Silveira (UFLA)
“Assim é a mulher por trás de seu véu? Questionamentos sobre o lugar do significante falo na fala de mulheres leitoras dos Escritos.”

Miriam Debieux (PUC/USP)
“A fala roubada e seus destinos.”

Mediação:
Pedro Ambra

Dando início ao ciclo de debates sobre o cinquentenário da publicação dos Escritos de Jacques Lacan e sua atualidade, a Lacuna: uma revista de psicanálise convida todos e todas para nossa primeira mesa, que discutirá a questão do ‘Lugar de Fala’.

O termo tem ganhado uma importância cada vez maior nos debates dos movimentos sociais (feministas, negros, LGBTs, entre outros), sublinhando a importância de pessoas de grupos minorizados ocuparem lugares de fala; e, mais ainda, de que possam fazê-lo narrando suas vivências de exclusão, compreendendo-se como sujeitos marcados por uma experiência, e não a partir da ilusão de um sujeito do conhecimento universal. A reivindicação desses grupos é, curiosamente, tornar a fala uma espécie de direito fundamental, o que numa análise é levado às últimas consequências. Entende-se, assim, que toda fala parte de um lugar demarcado; que todo enunciado carrega uma enunciação e que, mais ainda, reproduz em ato uma hierarquia (social, de gênero, de raça e classe, para alguns; ou da ordem do significante, para outros).

Sendo lugar, fala, enunciado, enunciação, reconhecimento e narrativa de si questões centrais tanto para a política quanto para a psicanálise, convidamos três leitoras de Lacan para discutirem as diferenças e cruzamentos entre esses dois campos à luz dos Escritos e de seus 50 anos de publicação.

Colóquio ‘Psicanálise e a Hipótese Comunista’

No dia 13 de maio de 2016 ocorreu na Universidade de São Paulo (USP) o Colóquio ‘Psicanálise e a Hipótese Comunista’. Organizado pelo Laboratório Psicanálise, Política e Sociedade, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo juntamente com o Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia, o evento contou com a apresentação de quatro mesas das quais participaram os membros da Laboratório e CEII. As mesas do evento podem ser acompanhadas nos vídeos a seguir:

Abertura

Participantes: Patrícia Ferreira Lemos e Rodrigo Gonsalves

Mesa 1: Capitalismo e psicanálise.

Mediadora: Priscila Santos.

Participantes:

Fernando Fagundes Ribeiro – A lógica do terror: comentários sobre a palestra “Nosso mal vem de mais longe”, de Alain Badiou.

Aline Martins – A guerra verde e amarela.

Ivan Estevão – O Mal-Estar na democracia.

Lilian Clementoni e Daniel Alves Teixeira – Condição ontológica do excesso: mais-valia e mais-gozar.

 

Mesa 2: A política, desde a psicanálise.

Mediador: Sergio Prudente.

Max Paulo Silveira e Alex Barbosa Paula – Entre Fetiche e Paranóia: um hiato no real.

Rodrigo Gonsalves – Luto e Luta na esquerda.

Diego Penha – Ideologia e Cinema – Baudry entre Zizek e Rancière.

José Mauro Garboza Junior e Mayara Pinho – Forçar o marxismo ao.. comunismo?

 

Mesa 3: A psicanálise, desde a política  

mediador: Mário Senhorini

Grupo História Política da Psicanálise – História da psicanálise: política de impasses.

Sérgio Prudente – Considerações a respeito da relação entre significação e ideia na perspectiva lacaniana.

Gabriel Tupinambá & Clarisse Gurgel – Marxismo, em psicanálise.

Priscilla Santos – Sintoma e laço social: as implicações da reificação no sofrimento psíquico dos sujeitos neoliberais.

Mesa 4: A hipótese comunista hoje

mediador: Diogo Carvalho 

Frederico Lyra & Patrícia Ferreira Lemos – Um limite democrático: Grécia, França e Brasil.

Silvia Ramos Bezerra & Joelton Nascimento – O futuro da esquerda sem futuro.

Rafael Oliveira & Gabriel Tupinambá – apresentado por Priscila Alencastre – O fim da organização: sobre um fragmento dos Manuscritos de 1844.

Contribuição de Paulo Arantes

 

1 2

3

unspecified (4) 5 6 Sem título unspecified (8) unspecified (9)