Psicanálise em situações de exclusão e vulnerabilidade social

Miriam Debieux (IP-USP) em 20/10/16 – “Psicanálise em situações de exclusão e vulnerabilidade social”.

Psicanálise em Situação de Vulnerabilidade Social O Caso Belo Monte – organizado por Ilana Katz Zagury e Christian Ingo Lenz Dunker

Objetivos:
Construir um modelo de intervenção clínica, baseado na escuta e testemunho de sujeitos em situação de vulnerabilidade social. Investigar o conceito de vulnerabilidade social e sua possível aplicação à psicanálise. Examinar as condições de exequibilidade da escuta do sofrimento em sua relação com práticas de testemunho e narração da experiência. Formular operadores clínicos e éticos necessários para uma prática de cuidado especificamente orientada para um caso modelo: a população ribeirinha atingida pela construção da UHE Belo Monte no Rio Xingu, na região de Altamira, no estado do Pará.

Programa:

22/09: “Belo Monte: a anatomia da obra e a produção de refugiados de seu próprio país”
Eliane Brum
29/09: “Altamira é o centro do mundo”
Marcelo Salazar (Instituto Socioambiental)
06/10: “Sofrimento e cuidado em situação de extrema vulnerabilidade: experiências sem fronteiras”
Debora Noal e Ana Cecilia Weinturb (Médicos Sem Fronteiras)
13/10: “Clínica de Cuidado: um modelo de atenção em construção”
Christian Dunker e Ilana Katz (IP-USP)
20/10: “Psicanálise em situações de exclusão e vulnerabilidade social”
Miriam Debieux (IP-USP)
27/10: “Viver e Sobreviver no Xingu”
Antonia Melo (Movimento Xingu Vivo para Sempre)
03/11: “Psicanálise e Saúde Pública + Experiência em Altamira”
Maria Livia Tourinho (IP-USP)
André Nader e Cássia Gimenes Pereira (Clínica de Cuidado)

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Vídeo Ciclo de debate “Escritos 50 anos” – Transmissão

Vídeo Ciclo de debate “Escritos 50 anos” – Transmissão

Segundo encontro do ciclo de debates ‘Escritos Hoje’. Todos convidados!

No segundo encontro, teremos como objeto a questão da transmissão em psicanálise, partindo de uma constatação central na clínica: de que ‘o dizer excede o dito’. Tratar a atualidade dessa obra implica em revisitar não somente os textos que tratam dessa questão diretamente, mas também uma intenção que atravessa a própria escrita e a publicação dessa coletânea, que a todo momento tensiona a distância entre o estabelecido e o que não se deixa estabelecer.

Comemorando os 50 anos da publicação dos Escritos, a Lacuna: uma revista de psicanálise organiza um ciclo de debates sobre a atualidade da obra.

Jacques Lacan sublinha, já na abertura da coletânea, que seu estilo é marcado pelo endereçamento: o leitor faz o texto ao colocar algo de si para alguém.

Assim, a ideia é discutir questões ditas contemporâneas à luz dos Escritos, não para iluminá-las com um suposto saber, mas na aposta de desdobramentos em leituras, escritas e retornos. Outras, novas, necessários.

A mesa foi composta por:

– Ana Costa
– Paula Pires
– Rinaldo Vontolini

e coordenada por

– Paulo Beer.

 

Ciclo de debate “Escritos 50 anos” – Lugar de Fala

Vídeo Ciclo de debate “Escritos 50 anos” – Lugar de Fala

Beatriz Santos (Paris 7)
“Para um outro, como outra, por um outro: uma reflexão sobre a interlocução e o lugar de fala a partir dos Escritos.”

Léa Silveira (UFLA)
“Assim é a mulher por trás de seu véu? Questionamentos sobre o lugar do significante falo na fala de mulheres leitoras dos Escritos.”

Miriam Debieux (PUC/USP)
“A fala roubada e seus destinos.”

Mediação:
Pedro Ambra

Dando início ao ciclo de debates sobre o cinquentenário da publicação dos Escritos de Jacques Lacan e sua atualidade, a Lacuna: uma revista de psicanálise convida todos e todas para nossa primeira mesa, que discutirá a questão do ‘Lugar de Fala’.

O termo tem ganhado uma importância cada vez maior nos debates dos movimentos sociais (feministas, negros, LGBTs, entre outros), sublinhando a importância de pessoas de grupos minorizados ocuparem lugares de fala; e, mais ainda, de que possam fazê-lo narrando suas vivências de exclusão, compreendendo-se como sujeitos marcados por uma experiência, e não a partir da ilusão de um sujeito do conhecimento universal. A reivindicação desses grupos é, curiosamente, tornar a fala uma espécie de direito fundamental, o que numa análise é levado às últimas consequências. Entende-se, assim, que toda fala parte de um lugar demarcado; que todo enunciado carrega uma enunciação e que, mais ainda, reproduz em ato uma hierarquia (social, de gênero, de raça e classe, para alguns; ou da ordem do significante, para outros).

Sendo lugar, fala, enunciado, enunciação, reconhecimento e narrativa de si questões centrais tanto para a política quanto para a psicanálise, convidamos três leitoras de Lacan para discutirem as diferenças e cruzamentos entre esses dois campos à luz dos Escritos e de seus 50 anos de publicação.

Colóquio ‘Psicanálise e a Hipótese Comunista’

No dia 13 de maio de 2016 ocorreu na Universidade de São Paulo (USP) o Colóquio ‘Psicanálise e a Hipótese Comunista’. Organizado pelo Laboratório Psicanálise, Política e Sociedade, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo juntamente com o Círculo de Estudos da Ideia e da Ideologia, o evento contou com a apresentação de quatro mesas das quais participaram os membros da Laboratório e CEII. As mesas do evento podem ser acompanhadas nos vídeos a seguir:

Abertura

Participantes: Patrícia Ferreira Lemos e Rodrigo Gonsalves

Mesa 1: Capitalismo e psicanálise.

Mediadora: Priscila Santos.

Participantes:

Fernando Fagundes Ribeiro – A lógica do terror: comentários sobre a palestra “Nosso mal vem de mais longe”, de Alain Badiou.

Aline Martins – A guerra verde e amarela.

Ivan Estevão – O Mal-Estar na democracia.

Lilian Clementoni e Daniel Alves Teixeira – Condição ontológica do excesso: mais-valia e mais-gozar.

 

Mesa 2: A política, desde a psicanálise.

Mediador: Sergio Prudente.

Max Paulo Silveira e Alex Barbosa Paula – Entre Fetiche e Paranóia: um hiato no real.

Rodrigo Gonsalves – Luto e Luta na esquerda.

Diego Penha – Ideologia e Cinema – Baudry entre Zizek e Rancière.

José Mauro Garboza Junior e Mayara Pinho – Forçar o marxismo ao.. comunismo?

 

Mesa 3: A psicanálise, desde a política  

mediador: Mário Senhorini

Grupo História Política da Psicanálise – História da psicanálise: política de impasses.

Sérgio Prudente – Considerações a respeito da relação entre significação e ideia na perspectiva lacaniana.

Gabriel Tupinambá & Clarisse Gurgel – Marxismo, em psicanálise.

Priscilla Santos – Sintoma e laço social: as implicações da reificação no sofrimento psíquico dos sujeitos neoliberais.

Mesa 4: A hipótese comunista hoje

mediador: Diogo Carvalho 

Frederico Lyra & Patrícia Ferreira Lemos – Um limite democrático: Grécia, França e Brasil.

Silvia Ramos Bezerra & Joelton Nascimento – O futuro da esquerda sem futuro.

Rafael Oliveira & Gabriel Tupinambá – apresentado por Priscila Alencastre – O fim da organização: sobre um fragmento dos Manuscritos de 1844.

Contribuição de Paulo Arantes

 

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